E.I.E.

O Olho que tudo vê

O E.I.E. é a principal agência garantidora da lei da Confederação Global. Também chamada de EYE – ou Olho – a Extraordinary Individuals Enforcement Agency tem a função de garantir que a legislação de segurança mundial, principalmente em qualquer assunto que envolva indivíduos extraordinários – a nova e politicamente correta denominação dada pela Confederação Global aos antigos Indivíduos de Destruição em Massa – seja cumprida.

A E.I.E. também usa os serviços de alguns I.E.s em sua estrutura para conferir à agência tanto de uma eficiência maior considerando os temas com os quais costumam lidar, quanto para atender à uma necessidade de passar uma imagem de igualdade: todos são iguais perante a lei, sejam ordinários ou extraordinários, e cabe à EYE ser o principal braço mantenedor de tal igualdade e legalidade.

A criação da E.I.E. está diretamente relacionada à criação da G.C. – Global Confederation ou Confederação Global – e aos eventos que se desenrolaram após os embates da Aliança Suprema contra os Cavaleiros Árabes e o Eixo do Mal que ceifaram milhares de vidas inocentes, levaram ao fim da Justiça e à criação da Justiça Suprema como novo grupo oficial da ONU. O que ocorreu foi que ativistas e políticos passaram a se mobilizar em torno da questão dos chamados Indivíduos de Destruição em Massa. A primeira questão que foi levantada pela comunidade mundial foi o quanto o termo I.D.M. não era apropriado. Ainda que tivessem poderes e habilidades extraordinárias os referidos indivíduos ainda podiam ser considerados pessoas de direito, e assim sendo, objetificá-los como meros instrumentos de destruição era uma ofensa à seus direitos.

Assim a comunidade internacional começou a utilizar a denominação Indivíduos com Capacidades Extraordinárias, ou simplesmente, Indivíduos Extraordinários. Concomitantemente se percebeu que era necessária uma legislação que tivesse eficácia e aplicabilidade em qualquer parte do globo, pois diversos I.E.s não tinham como ter suas ações restritas a fronteiras de qualquer tipo.

A questão dos indivíduos extraordinários era, sem sombra de dúvida, uma questão universal por natureza. Para que uma legislação de eficácia mundial pudesse ser levada a cabo, a própria ONU teve que se reestruturar. Com o enfraquecimento dos EUA após os ataques do Eixo do Mal, a principal oposição contrária a uma reformulação da ONU perdeu força.

Tais eventos levaram, em suma, a reestruturação da ONU como uma assembléia mundial, composta de duas câmaras. A câmara baixa era formada por delegados eleitos por pessoas em todas as partes do globo e a câmara alta representaria os interesses das federações e nações partícipes, com representantes indicados por cada um dos governos mundiais. Os governos mundiais também abriram mão, com isso, de parte de suas soberanias, submetendo-se à jurisdição e poder de ação das determinações da ONU em qualquer lugar do mundo. Logo a ONU recebeu um nome mais apropriado de Confederação Gobal.

Concomitantemente, e muito por conta disso, a E.I.E. foi criada com o intuito de garantir a aplicação da legislação global de responsabilização e controle dos atos dos indivíduos extraordinários. Assim como o F.B.I. o fora para os EUA nas décadas de 30 a 50, a CIA durante toda a guerra fria, e o DEA nas décadas de 90 e início do século, graças a guerra contra o narcotráfico, o E.I.E. tornou-se a mais importante agência de polícia mundial, mas desta vez, graças a sua característica peculiar de ser a primeira força de polícia da Confederação Global, logo tornou-se a mais importante respeitada força policial de toda a história da humanidade.

O apoio da opinião pública sempre foi um dos principais elementos sustentadores da EYE. Por conta disso boa parte de suas política e estruturas tinham sempre a atenção de atender ao interesse público. Graças a isso e a posição de ativistas como de Radha Mestral – fervorosos defensora dos direitos humanos e pela igualdade de direitos dos I.E.s – a E.I.E. acabou por ter que incorporar à sua estrutura operativos com habilidades extraordinárias, para evitar a pecha de apoiadores de práticas preconceituosas e sectaristas. Assim a ideia dos triunviratos foi desenvolvida. Trios que eram sempre compostos por ao menos um I.E. e dois humanos que agiam juntos em forças tarefa especiais. Evidente que não havia I.E. em quantidade suficiente para compor toda a estrutura da EYE. A população estimada de I.E. não ultrapassava ainda mais do que 0,002% da população mundial. E menos ainda poderiam ser obrigados ou se ofereceram voluntariamente para tornar-se agentes da EYE. Assim os triunviratos eram raros e apenas eram destacados para operações de altíssima importância, ou quando a visibidade pública se evidenciava como uma importante ferramenta a ser utilizada.

E.I.E.

Arkis: Justiça Suprema mario_bastos_12